Resenhando: Age of Artemis - The Waking Hour (exclusivo)


Hoje eu trago mais uma resenha para nossa alegria musical. Entretanto, não é de qualquer álbum. Trata-se de um lançamento do metal nacional: hoje vocês leem com exclusividade a resenha de "The Waking Hour", novo álbum de estúdio dos brasilienses do AGE OF ARTEMIS que chega as prateleiras daqui no próximo dia 25.


Eu já conhecia o grupo desde "Overcoming Limits" (2012), porém os transformei em vítimas do hábito de não dar a devida atenção num primeiro momento, oportunidade que dessa vez não deixei passar batida e agradeço. The Waking Hour me deixou feliz por mostrar que sim, existem bandas brasileiras buscando uma produção cada vez mais profissional, apurada, porém também me surpreendi. Motivo? O principal: ter gostado tanto de um lançamento da linha prog melódica.


Apesar da sonoridade não ser inédita, a forma na qual o Age of Artemis a coloca em prática é sólida, contagiante, fugindo de excessos e firulas que tantas vezes tornaram o power, prog e melódico enjoativos pra tantos metalheads, resultando em músicas cujas melodias são bem trabalhadas, sim, mas nada que passe da medida ou seja esnobe, "feito para aparecer". E esse paradoxo no mínimo interessante faz toda a diferença no resultado final.


Na verdade, The Waking Hour tem vários momentos bem pesados, mais apoiados nas guitarras do que em teclados. Tem também aqueles momentos Blind Guardian-like de refrões marcantes com várias vozes, que dá vontade de cantar pulando, pular cantando. Detalhes como a presença de percurssões, viola, triângulo, zabumba, a influência do samba, conferem um Q "folk" que faz lembrar brevemente o Holy Land do Angra, embora mais pela ideia do que por semelhança de som.


Destaques

"Under The Sun"
Ela é a continuação do prelúdio "Penance", por isso já abre ao som de uma linda sequência de percurssão, que retorna logo após o refrão. Esse é o tipo de música que facilmente pode (e se torna) uma das favoritas de todo o CD.


"Broken Bridges"
Essa já havia aparecido no especial #VaiTerMetal, mas é tão legal que não tinha como não ser mencionada mais uma vez. O começo com a bateria é rápido, mas não muito tempo depois ele fica mais melodioso. Alirio chama a atenção pela performance vocal, contando com o apoio de backs vocais que principalmente no refrão deixam a música ainda maior e melhor de ouvir.


"Childhood"
A introdução com ritmos brasileiros inspira uma sensação de bem estar que acaba coincidindo muito bem com o tema, a infância. O decorrer da música tem aura de nostalgia, e a letra tem uma mensagem super bacana ("renda-se a sua criança interior").


Conclusão

É bacana demais ver como o conjunto do Age of Artemis soa bonito. Em The Waking Hour você nota que a banda toca cada música em sintonia, com elementos bem encaixados (a guitarra entra no tempo certo, o vocal é mais agudo justo quando deveria ser), vocais potentes, explorando melodias com tempos diferentes, animando o ouvinte. Esse é mais um nome do heavy metal brasileiro para eu e vocês prestarmos atenção.


Gostou e quer comprar o álbum? É só contatar a banda via Facebook.


Formação


Alirio Netto – vocais
Nathan Grego - guitarra
Gabriel Soto - guitarra
Giovanni Sena - baixo
Pedro Senna – bateria

Tracklist

1. Penance
2. Under The Sun
3. Broken Bridges
4. The Waking Hour
5. Hunger And Shame
6. Melted In Charisma
7. Childhood
8. Your Smile
9. Exile
10. New Revolution
11. Winding Road
12. Take Me Home (CD Bonus)


(Samples do álbum)

Nenhum comentário

Deixe seu recado! Mas lembre que spams, ofensas e comentários anônimos não serão aprovados.