Atenas: Tarja - uma artista ainda mais completa do que antes


Na segunda-feira Tarja Turunen completou 38 anos, mas eu meio que ignorei a data porque resolvi dedicar a segunda edição de Atenas ela, que é uma das cantoras que eu mais admiro e respeito.

O talento da Tarja é incrível e impossível de negar, mas não é isso o que eu mais gosto nela. O que eu mais gosto é o seu exemplo de sobrevivência, literalmente. No link acima eu já falava sobre isso. Ela transformou um momento que poderia ser o fim pra muita gente numa oportunidade para dar se recuperar de forma impressionante, e quando eu digo que problemas todo mundo tem, mas o que faz a diferença é a reação a eles, é por ter a Tarja como referência quando em matéria de superação.

Ainda lembro como se fosse hoje do tamanho da decepção que foi a demissão do Nightwish. Já falei sobre isso uma vez, e foi suficiente, porque é algo que me deixa deixa mal. Imagine: uma novata no metal que começou pelo Nightwish, se encantou com o metal sinfônico e não muito depois jogam a animação pela janela. Com uma facada nas costas. Vou ser sincera: eu torci demais pelo sucesso, mas cheguei a questionar se a carreira solo dela sobreviveria. Me enganei, feio, e adorei isso.

Esse caso foi o literal mal que veio para bem, onde uma porta fechada deixou a vocalista de cara com outras ainda maiores e melhores. E é isso o que mais importa, mais me interessa, bem como é o foco do texto.

Veio o My Winter Storm. Lançado em janeiro de 2007, quando eu nem tinha 18 anos (fiz em agosto do mesmo ano). E ainda hoje, com 26, ainda ouço o bendito. A influência do som da ex-banda ficou um tanto quanto presente e eu não sei se o álbum foi levado à sério, mas fiquei na expectativa. Teve a "indireta" com I Walk Alone, e tal. My Winter Storm foi o laboratório que permitiu à Tarja começar a criar a forma dela juntar essa coisa de clássico com rock, uma combinação que foi evoluindo com os anos.

embora eu adore I Walk Alone e Die Alive, arrisco rápido que essa é minha favorita do álbum:


(E eu me emociono com ela até hoje também)

Veio o What Lies Beneath. Gosto muito desse álbum. Bem produzido, elegante, equilibra melhor o clássico com o rock, com direito a duas músicas incríveis: Anteroom of Death, que é teatral e teve a participação certeira do Van Canto (que eu também gosto muito), e Until My Last Breath, ainda naquele sentimento de mostrar aos que duvidavam que a Tarja conseguiria, que ela estava conseguindo. Duvida. Solte o play na versão II do vídeo, que é uma analogia fantástica:


Daí veio o Colours In The Dark, meu álbum favorito. Nele a Tarja mostra muito mais segurança, esqueceu do passado e agora só vive na própria sombra, com o seu próprio estilo. Mesmo que muita gente e meios de comunicação ainda insistam no ex-vocalista do Nightwish, o que hoje em dia é até ofensivo. O "Colours" também tem duas músicas que eu adoro: Never Enough, que para mim é motivacional (e com feeling meio Saint Seiya) e Victim of Ritual, que ganhou um vídeo novamente fantástico. Um dos melhores da carreira dela que eu analisei nesse post.


O texto acabou ficando mais curto do que eu previa (sim, RISOS), mas é 500% de coração. Existem três vocalistas cujo exemplo me inspira mesmo: Doro Pesch, Sharon den Adel, e a outra é a Tarja, que há anos me encanta com esse exemplo de superação. A carreira solo dela hoje em dia comporta um pouco de tudo: rock, clássico, clássico clássico (do nível apenas de Ave Maria), colaborações com o Scorpions, Within Temptation, concertos de natal, Doro, Harus, mesmo o Beauty & The Beat que teve um fim (?) super chato, foi um projeto bem interessante.

(Claro que eu fiz a análise desse vídeo e você pode ler aqui)

Resumindo, hoje a Tarja é uma artista ainda mais completa do que antes. Eu acompanho a sua carreira solo desde o começo, e isso de "acompanhar a carreira desde o começo" eu não tive a chance com a maioria das bandas que eu conheço, no caso de carreira sólo eu só tive energia para a do Andre Matos porqque afinal de contas, é o Maestro. Mas ainda assim. A figura do Andre é super importante para mim, mas o peso emocional da Tarja na minha vida é sem dúvida bem maior. Eu cresci junto com ela, por assim dizer.

E tendo em vista tudo isso, quem sou eu para reclamar?

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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2 comentários :

  1. ...simpaticíssima e "manja" muito de espanhol. (https://youtu.be/flVWMYas9fY)

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    1. Sim! Adoro esse vídeo, descobri ele pelo de 500 Letters https://www.youtube.com/watch?v=QCVISOeaCYs

      A experiência dela tocando e cantando e cantando assim me deixa tiete e pouco profissional rs Não tem como não adorar.

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