Eae, seres Inumanos quase pensantes.

Como vocês sabem, meus problemas técnicos continuam. Mas isso não tem me impedido de manter o site em dia na medida do possível, nem distante de Agents of Shield. Então sim, eu assisti a estreia da 3a temporada e quero conversar sobre ela com vocês.

A sequência de abertura de Laws of Nature já havia sido postada no HMBR, mas isso não tira o seu brilho. Cinematográfica, ela mostrou a corrida da ATCU atrás de Joey Gutierrez, Inumano recém "ativado" que pode derreter objetos metálicos a certa distância, ou que ele toque.

No geral o episódio aponta para um possível cenário de guerra civil (ou seria Guerra Civil? Hm?), e entre tudo o que aconteceu eu destaco alguns pontos:



1) Shield x ATCU x Lash
Adorei a atriz Constance Zimmer! Rosalind Price é uma personagem elegante e inteligente, muito mais do que a Shield imaginava, pois ela até sabe que o Taiti é um lugar mágico. É nítido que mesmo se não for o real inimigo da temporada, a ATCU será uma pedra no sapato de Phil Coulson.

Outro que fez uma estreia incrível foi Lash, o Inumano que nas HQs é conhecido por Chibata, ou Açoite. Ok, sua imagem não foi 100% visível por ter aparecido nas sombras, mas ainda assim: Matthew Willig ficou um monstro! Sem trocadilho. Sua caracterização foi muito elogiada e eu mal posso esperar para ver e ouvir o personagem de novo, bem como descobrir suas reais intenções.



2) Novas dinâmicas de relacionamento
Mais do que os novos Inumanos, e quase até mais do que a chegada dos Guerreiros Secretos, eu estava como estou, ansiosa pelas novas dinâmicas de relacionamento entre os agentes. Logo de cara vimos Coulson e Daisy se tratando como iguais, Mack e Daisy trabalhando juntos e sendo muito divertidos, Bobbi Morse no laboratório (!), permitindo à série explorar outro lado da Harpia (o diploma em biotecnologia), enquanto e ela faz uma espécie de irmã mais velha de Leo Fitz, que continua fantástico.

Fitz ainda é uma das melhores surpresas da série, passando do nerd indefeso a um agente que sabe se defender mesmo sem a força bruta. Science, biatches. O ator Ian de Caestecker continua emplacando cenas emotivas e intensas, dignas de Emmy.



3) A evolução de Skye em Daisy Johnson
O segundo nome que mais surpreende é ela. Em 2 temporadas completas Skye deixou de ser a hacker órfã, sem destino na vida, para se tornar a primeira mulher com poderes do Universo Cinemático Marvel. E mesmo agora, como Daisy Johnson, a personagem manteve a essência: um coração nobre, disposto a ajudar.

Mas se por um lado o salto temporal mostrou que Daisy abraçou os poderes, amadureceu como agente e pessoa, a personagem ainda carece da "manha" de como receber os novos Inumanos, algo que sua mãe (Jiaying) sabia perfeitamente. Ela até busca a ajuda do Lincoln, que também é experiente nisso, mas sem sucesso. Como/Se tal detalhe vai se resolver? Veremos.

Coulson mostrou que não está totalmente adaptado ao processo, e ainda temos por ver a reação da Rainha do Sistema Solar, também conhecida como Melinda May. Ninguém sabe o quanto ela sabe das mudanças, nem os seus sentimentos quanto a isso, o que é relevante, afinal, ela é a mentora da Daisy. Oremos.

Não menos importante também tem sido a atuação da atriz Chloe Bennet, que vem crescendo e conquistando o público junto com a sua personagem. Uma gracinha linda de viver, diria a saudosa Hebe.



4) Joey: o primeiro personagem gay do MCU
Agents of Shield saiu na frente ao apresentar a primeira mulher com poderes do MCU. Agora a série dá a cara a tapa novamente ao apresentar o primeiro personagem gay. Sim, meu povo, Joey é gay e a informação foi dita ao público de forma bem inteligente.

Ao chegar ao Zephr One, novo avião da Shield, Joey é recebido pela Bobbi. Conversa vai e vem, ela fala sobre um ex-namorado do Joey de forma casual e inesperada. Não vou contar tudo para não estragar a surpresa, recomendo vocês assistirem.

Daí para frente a série não faz alarde, ao contrário. O foco segue na ATCU, no Lash, Simmons, e só no fim o assunto é retomado, criando um paralelo entre o segredo da sexualidade do personagem, e o segredo dos novos poderes, ambos segredos os quais o mundo não está pronto para ouvir. Ponto para os roteiristas.

Juan Pablo Raba é um ator convincente. Passou recentemente pela série Narcos e diferente de muitos, Joey só quer voltar para sua vida, beber com os amigos, não salvar o mundo nem ter poderes. A risada que ele dá quando Daisy explica que resumindo, Joey é parte alien, é demais! Juan passa muito bem o nervosismo e a incredulidade que qualquer um de nós sentiria.



5) Jemma Simmons
Ah, meus amigos. A última cena do episódio deixou todo mundo no chão. Quem viu o final da segunda temporada sabe: Jemma Simmons foi engolida pelo monolito Kree. O monolito é um portal para outro lugar que nós vemos ao final do episódio, mas que ninguém sabe onde é.

Algumas coisas, entretanto, já sabemos: seis meses se passaram desde o seu "sumiço", o dito lugar está num dos Nove Reinos, e ela virá muito diferente, mais dura em termos de personalidade. Quando o reencontro com o time acontecerá? Isso é que não se sabe. Mas os fãs torcem com todas as torcidas do mundo que seja logo.

Mas uma coisa é certa: é outro elemento da série com potencial. Elizabeth Henstridge é uma atriz interessante, cheia de expressões faciais e sotaque muito marcantes. Jemma também é outra personagem que vem numa curva de mudança constante, suprimindo traumas e sobrevivendo a traições, algo que agentes de campo são "mais preparados" para lidar, mas que você, talvez, não espera que uma biocientista tenha que encarar.


Então é isso. Foi um episódio com as medidas certas de humor, ação e informação, sem revelar demais ou esconder de menos. Na próxima terça-feira (6) teremos o episódio Purpose In The Machine, que marcará o retorno de Peter MacNicol como o professor Elliot Randolph, asgardiano que apareceu no episódio 1x08 e volta para ajudar a descobrir o paradeiro e como resgatar Jemma.

No giro das outras novidades Grant Ward também irá aparecer, mas muito mais importante: Melinda May irá aparecer, finalmente, e assim teremos uma noção de como será o dilema da personagem entre vida pessoal e profissional, outra grande incógnita dessa temporada tão promissora.

Eu fico por aqui, mas fé em Deus, fé na vida eu vou tentar outra vez e voltar com a resenha do 3x02. Enquanto isso, fiquem com o preview:

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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