Eae, seres Inumanos quase pensantes.

Sobrevivemos ao novo episódio de Agents of Shield?

Espero que sim, porque vai ter resenha! E novamente, "satisfação" é a palavra que define o sentimento momentâneo sobre a terceira temporada.

"Purpose In The Machine" mostrou que a série está vencendo um dos problemas crônicos da temporada anterior: a falta de equilíbrio entre os vários elementos apresentados, recurso esse que eu vi ser criticado mais de uma vez e que até eu mesma critiquei. Por estou positivamente surpresa.

O foco foi bem definido e dividido entre três momentos diferentes, tivemos a resposta sobre Jemma Simmons, um pouco de Advogado do Diabo e o retorno de alguns conhecidos nossos. Vamos aos destaques:


Um time mais unido e sincronizado

O episódio começa mostrando o quão antigo o monolito Kree é, nos levando até onde "Laws of Nature" terminou: Leo Fitz golpeando o monolito, que só reage com a chegada de Daisy Johnson, que vem junto ao restante do time. A situação é de partir o coração: a perda de Simmons e a obsessão de Fitz em acreditar que ela está viva.

Não adianta. Podem fazer as mudanças que for, o coração de Agents of Shield é esse time, não o Homem de Ferro ou o Capitão América. São pessoas complicadas que acharam uns nos outros a família que perderam, ou a que gostariam de ter. Esse toque sentimental é muito bem-vindo, e fico feliz de ver que não esqueceram dele em prol da ação.

Essa mesma família ouve Fitz divagar pela 500a vez, descobrir que o monolito é na verdade um portal, e acender a última esperança que leva ao retorno do primeiro conhecido.


Elliot Randolph: a primeira peça do quebra-cabeça

Conclui-se que único capaz de ajudar na solução da equação é o professor Elliot Randolph, o asgardiano que ficou na Terra e apareceu no episódio "The Well". Mas, como contratempo pouco é bobagem, Coulson descobre que Elliot está preso, e confortável com a situação.

Mesmo que ele possa facilmente se livrar, a proposta não é aceita de imediato. Quando ele finalmente cede, entretanto, temos a divertida cena da sua fuga da prisão, onde o professor culpa Coulson por ter quebrado as grades humanamente impossíveis de quebrar.

Outra coisa bacana: a série também está começando a acertar na dose do humor e mais importante... No timing dele. Essa caraterística até então somente Agent Carter possuía. Assim, o grupo viaja para o castelo britânico, na qual uma das salas tem a chave para resposta que todos querem.

Uma máquina. Uma grande e antiga máquina que é capaz de abrir um portal para sabe Deus onde Simmons foi parar, mas diz a lenda que ninguém nunca voltou de lá (1); na primeira tentativa a bendita máquina quebra (2). É aí que o modo nerd do Fitz entra em cena de novo e salva o dia! Literalmente.

Mas o clímax ainda estava por vir.


Melinda May: o Kenshin Himura da série?

Nossa Rainha voltou! E as semelhanças entre a Cavalaria e o Retalhador vão além da origem asiática. São personagens calcados no drama, traumas, mas que ainda assim têm uma boa natureza.

Melinda May está longe da Shield. Viajou com o futuro-atual-ex-de-novo-marido, e agora visita o.. Pai. Sim. William May é seu pai e vemos que ele vive no Arizona, sofreu um acidente, e May sabe jogar golfe, mesmo sem ver sentido no esporte. Compartilho desse sentimento.

Os dois conversam sobre a vida, a infância da agente e nós descobrimos mais: Melinda praticava patinação no gelo quando criança, fato que mostra conexão filosófica com o momento atual. Papa May é uma figura divertida que acredita na filha, mas que não entende o conceito dela de "vida normal" quando se anda com uma arma dentro da bolsa de tacos de golfe. Risos.

Eis então que entre todas as pessoas do mundo, é Lance Hunter, o cara que nunca se entendeu com a May, que vai atrás dela. Resultado: ser recebido com uma faca no pescoço e protagonizar a cena mais divertida do episódio.

A agente quer ao menos tentar ver se consegue ter uma vida longe da Shield, e eu respeito isso, mesmo sabendo que a ela é a definição da Tropa "uma vez guerreiro, sempre guerreiro". Tal como Kenshin. Embora a impressão que tenha ficado entre os agentes foi outra.


A primeira menção aos Guerreiros Secretos

Quem também voltou foi Blair Underwood, reprisando o papel do terapeuta que tornou a trabalhar com a Shield. E Andrew Garner sabe ser irritante como ninguém, Daisy que o diga. Sua conversa com Andrew resulta em faíscas, pois ela está com a melhor das intenções, ele questiona se essas intenções e meios da Shield fazer o que está sendo feito, são seguros.

Mas o que o Dr. não entende é: não existe decisão 100% segura, justa ou pouco arriscada no "negócio da segurança". Ele alerta também do potencial destrutivo de unir pessoas com poderes para o "tal grupo dos Guerreiros Secretos", pois o que Daisy sugere parece mais um Instituto Xavier. Nesse ponto eu até concordei com ele, vide os Vingadores.

Eu entendo isso. A série precisa de alguém para questionar tudo e todos, e quem melhor que o terapeuta? Quem melhor que o cara que ficou taxado como "aquele que tirou Melinda May da Shield?" Ainda mais porque o episódio deixa a forte impressão de que os dois não estão juntos.


A Hidra está voltando (e fazendo referências)

Não que eu me alegre de dizer isso, mas Grant Ward voltou. Se serve de consolo, entretanto, voltou 100% em modo vilão. Brett Dalton é muito mais útil como o psicopata canalha, que o pseudo coitadinho-vítima, mesmo que ainda assim... O personagem careça de um "it".

E ele já aparece fazendo o que melhor sabe: torturar pessoas. A cena o leva a nada menos que o filho do Barão Von Strucker! Olar, Vingadores 2.

Mas uma coisa me intriga: os ideais da nova Hidra. A organização sempre foi nazista, porém Ward vivia jurando não compartilhar das ideologias, o que ainda assim não apaga seus crimes ou a total ausência de arrependimento.

Seria a futura Hidra mais violenta? Mais esperta? Um lugar para outros psicopatas desajustados? O Clube da Luta? São algumas das dúvidas em meio a certeza: quando tudo estiver pronto, Ward vai atrás da Shield por vingança pessoal.


Jemma Simmons

Após seu momento gênio, Fitz conclui que Daisy é capaz de com seus poderes, reproduzir a mesma frequência que a máquina usou para abrir portal. Aí começa uma das melhores cenas das três temporadas de Agents of Shield, que deixou o time e todos os fãs à beira de um colapso ansioso...

Mas o que parecia certo de ter final infeliz foi o contrário! Jemma Simmons está entre nós, e eu comemorei o resultado do resgate, sim. Jemma está viva e entrando num arco de muito potencial.


Olá, Stress-Pós Traumático

Não se sabe 100% como será, mas se sabe que: a personagem passou seis meses num planeta desconhecido, e desenvolveu um quadro de Stress Pós-Traumático. Justo. Ela não consegue fazer nada normalmente, nem ao menos falar ("Fitz" foi tudo o que ela disse até então), e meio que voltou ao ponto zero (humanamente falando).

E quem tão bom quanto Simmons para entender esse quadro? Leo Fitz, senhoras e senhores. Minha expectativa é de também ver Bobbi Morse por perto mais um tempo, afinal não se sabe quando Simmons estará funcional o bastante para voltar ao laboratório, e porque Bobbi tem se mostrado uma excelente irmã mais velha.


Tudo está bem quando termina bem?

Foi um dos raros episódios de Agents of Shield onde todos terminaram relativamente bem, felizes e vivos. E que muito me satisfez por de fato, não arrastarem a ausência de Jemma Simmons pra causar choque de valor.

As dinâmicas de relacionamento também foram destaque, com brilho especial para Hunter e May dando sinais de amizade e entendimento, outra dupla improvável depois de Daisy/Mack.

E quem dúvida que a comemoração do Hunter ao saber do sucesso do resgate, foi uma fusão ninja entre o personagem e o ator Nick Blood? Risos. (2)

Na próxima terça-feira (13) teremos o episódio "A Wanted Inhu(man)", que marca o retorno da ATCU... E o nascimento de um romance? Dependendo do resultado eu elogio ou dou rage sobre isso na próxima semana.

Fiquem com o preview:

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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