Eae seres Inumanos quase pensantes.

Como vamos?

A semana passou, trouxe episódio novo, e eu quero conversar com vocês sobre o terceiro giro de Agents of Shield. Com um pouco de atraso, mas não ausente. Vamos falar de um giro que deixou sentimentos divididos, mas que ainda assim teve bons momentos.

"A Wanted Inhu(man)" foi um episódio regular. Fechou certas pontas soltas e abriu outras, porém eu havia avisado ao final do review do episódio anterior: o 3x04 tinha detalhes que antes de criticar eu queria ver, mesmo sabendo qual seria a minha reação, e que eu não mudaria ela. Culpa de uns spoilers que atravessaram meu caminho.

Mas sem enrolar ainda mais, vamos aos destaques.



1) "Superação" ainda é um tema bem presente na série

E isso é ótimo. Agents of Shield sempre mostra que traumas e problemas todos têm, que superá-los e não se tornar um psicopata (olar, Ward) é difícil, porém não impossível. Agora quem entrou na roda foi Bobbi Morse, que depois de quase morrer no final da segunda temporada, está mostrando um bom progresso rumo à recuperação.

Bobbi foi ao inferno e voltou, mas não perdeu a essência. Sua personalidade super protetora e compreensiva vem aparecendo até mais desde a premiere: cuidado ao falar com Simmons, a preocupação de praxe com o ex-futuro-atual marido Lance Hunter, os conselhos dados ao Fitz.

O trabalho no laboratório, os exercícios, mesmo o retorno gradual às missões de campo. Aprendi a gostar bastante da personagem e aleluia! Esse spinoff não podia ter vindo veio em hora melhor. O mundo precisa de mais Adrianne Palicki.



2) Rosalind Price: adversária à altura ou aliada em potencial?

Rosalind é, definitivamente, a versão feminina e do governo do que o Diretor Coulson é para Shield. Com direito até a carro antigo! Que não tem nome, mas "é ele". Outro oposto à tão falada Lola. Inteligente e sem rodeios, é uma mulher firme e meio misteriosa, que está sendo pressionada a mostrar resultados de algo que ela sequer conhece.

Só que apesar do poder, falta a ela algo que Coulson tem bem mais: a experiência em assuntos não-humanos. Coulson, por sua vez, tem séria carência de aliados, ou ao menos de gente que o deixe em paz, algo que eu vou falar mais abaixo.

Sobre a atriz, insisto: Constance Zimmer foi uma ótima contratação, com todo perfil que a série pede. Espero ver a personagem mais vezes ao longo da temporada, de preferência viva.



3) Finalmente lembraram que Jemma Simmons tem sentimentos

Simmons foi uma das personagens mais injustiçadas da segunda temporada, forçada a várias vezes ignorar seus sentimentos por causa do trabalho, das ameaças da "Nova Shield", dos Inumanos, a missão dentro da Hidra, ou por causa dos outros personagens. Mas oh quem diria, parece que agora o jogo virou.

Quase todos foram bem compreensivos, afinal, eles mesmos ainda precisam absorver o fato de que Simmons não morreu (1), e que sobreviveu seis meses sozinha num planeta que sabe Deus qual é (2). Até mesmo Coulson baixou a ordem de não a pressionarem a falar.

Aqui eu tive uma pequena frustração: ignoraram a chance de incluir uma pequena cena que explicasse de fato porque Skye assumiu o nome real. Foi muito legal da parte dela, entretanto, dizer à Simmons que "ela poderia chamá-la da forma que quisesse", soou bem natural. Porque sem essa explicativa, a mudança de nome ainda me soa forçada.

Indo além, o arco do Stress Pós-Traumático abriu brecha para uma ótima ironia que eu também vou falar mais abaixo.



4) May, Hunter e o Clube da Luta

A amizade dos dois não deixa de me fascinar. Eram amigos improváveis, acharam pontos em comum (leia-se trabalhar com ex-futuros-atuais cônjuges), aprenderam a conviver e uniram-se numa missão muito da conveniente, que interessa não só ao bem comum, mas interessa aos dois.

O próximo passo é achar o Clube da Luta da Hidra, e sem trocadilho... Era mesmo isso. Graças a um contato do Hunter ele e May conseguem entrar, mas não sem antes esse contato protagonizar a cena mais hilária desde já: ele, um brutamonte alto e sorridente, abraçando e levantando do chão uma bem baixa, bem mortal e assustada Melinda May.

Coisas que só essa série proporciona.

A lógica do dito clube é tal como eu citei: lutas 1x1 sem armas, quem ganha tem o direito de sobreviver e ficar. Hunter entra na briga porque embora ambos sejam conhecidos pelo Ward, convenhamos que uma mulher baixinha e asiática, quebrando a cara de todos os homens chamaria a atenção rápido demais. Certo?

Mas ainda assim, uns caras vão e cutucam o ninho de marimbondo, provocando May. Resultado? Surra feia. Pra eles, claro. Assim, uma mulher baixinha e asiática quebrou a cara do trio, embora discretamente. Ou quase isso. Assista e você vai entender porque eu repeti a frase 2 vezes.

Com esse momento tipicamente machista Agents of Shield novamente ressaltou que, felizmente, suas mulheres não levam desaforo pra casa, ainda mais numa situação dessas onde o revide da May foi mais do que justificável. Palmas e Tocantis aos envolvidos.



5) Lincoln é o Hellfire de Agents of Shield

Depois desse episódio ficou ainda mais difícil de não ver. Lincoln está sendo caçado, rosto mostrado na TV, até Daisy ir ao seu encontro. A conversa entre os dois não me assusta, até o beijo fazer Lincoln decidir se juntar à Shield para trabalhar com a Daisy, não com a Shield. Foi aí que eu juntei 2+2 e digo: se sobreviver, Lincoln Campbell será o Hellfire da série.

Quem diabos é Hellfire, você pergunta. Eu respondo. James Taylor, vulgo Hellfire, é nas HQs um dos Guerreiros Secretos e interesse amoroso de Daisy Johnson. Nunca se deu bem com Nick Fury, e o interesse na agente era a única coisa que o prendia ao grupo. Soa familiar?

Só que Lincoln ainda não me convenceu como personagem... Ele e o Mack, embora Mack tenha feito um pouco de progresso comigo nesse aspecto. Nada disso também me surpreende, entretanto. E vou além: se Lincoln se juntar ao grupo e morrer num ataque à Hidra, agora liderada por um ex-futuro-atual obcecado pela Daisy, vocês não se espantem.

Fico feliz que ao menos seguraram essa interação "romântica" para agora, porque era perfeito isso acontecer quando Skye esteve em Afterlife. Clichê master. Não é um casal que me convence (na verdade isso de "shippar" é o que menos me interessa na série), então vou colocar minhas barbas imaginárias de molho.



6) Entregar Lincoln à ATCU foi a decisão certa

Não tenho medo de dizer isso, pois as opções eram duas: entregar Lincoln ou Daisy para Rosalind e sua equipe e o governo. Vi pessoas criticarem Coulson por isso, mas eu vejo que seria ainda mais arriscado e injusto Coulson entregar Daisy ao governo.

Primeiro, por laços emocionais.
Segundo, ela é uma agente da Shield. 
Terceiro, ela é uma agente com uma missão muito importante em mãos.
Quarto, ela é o mais próximo de um braço direito que Coulson tem, já que Melinda May continua ausente.

Lincoln, por sua vez, nunca foi nem agente, nem ao menos simpático à Shield. Você pode ver que Coulson realmente sente por isso, pois não foi uma decisão para ser justa, foi uma decisão para ser realista.



7) Fitz errou ao insistir no encontro

Porque ele foi ironicamente sincero com a Bobbi: "eu não tenho a menor ideia de como me aproximar dela" (Simmons), no que Bobbi sugere paciência antes de tudo. Ela também sugere que ele dê à Simmons "algo novo para começar", e a primeira ideia que lhe vem à mente é o encontro.

Sinceramente? Achei indelicado, mesmo com o cuidado de esvaziar o restaurante para "não haver distrações". Isso só confirma que Fitz tem certa dificuldade em ouvir as pessoas.

Para a Jemma Simmons de seis meses atrás teria sido uma ótima ideia, uma forma de finalmente poder se conectar ao amigo, que sofreu um dano cerebral e que vezes e vezes e vezes foi rude com ela quando ela tentou se aproximar, mesmo "sem a menor ideia de como se aproximar dele."

Mas será que para essa Simmons, traumatizada e sensível em todos os aspectos, foi uma boa ideia? O rumo do encontro diz que não. Fitz poderia justamente ter sido mais... Paciente. Você não pega uma pessoa recém resgatada de um planeta desconhecido, com quadro de Stress Pós-Traumático, e leva pra jantar, gente. Por melhor que seja a intenção. Faltou capacidade de leitura da situação.



Bônus) Coulson acertou ao somar forças com a ATCU

Se a parceira vai dar certo, ninguém sabe. Mas de imediato não tem como dizer que a ideia foi errada.

Coulson já enfrentou duas organizações, perdeu agentes, estrutura, liberdade para trabalhar, perdeu tempo e se cansou demais. Agora ele vê tudo isso ser ameaçado pela terceira vez, sendo que o grupo mal se recuperou das anteriores e Ward ainda é um problema.

Plus, ele vê Rosalind expor demais a existência dos inumanos e tal como ele mesmo disse, "fazer muito alarde" sobre o assunto. Então a decisão é compreensível: ele oferece a tal expertise, oferece informações, e a esperança é que em troca, a ATCU deixe a Shield trabalhar, que porque não, dê até algum outro tipo de suporte.

Isso vai ser muito interessante. Ver a reação do time, a tensão que vai causar, pois essa parceira que Coulson fez, mas relutando, grita "Guerra Civil" ao fundo. Ainda mais com um ator de Vingadores chegando.

Assim foi a semana de Agents of Shield. Na próxima terça (20) teremos o episódio 3x04. "Devils You Know" com mais do potencial explosivo da Shield e o governo, mais May e Hunter, e finalmente! O retorno do Lash. Assista ao preview:

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários :

Postar um comentário

Deixe seu recado! Mas lembre que spams, ofensas e comentários anônimos não serão aprovados.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.