Com a exibição da segunda leva de episódios de Blindspot na TV brasileira, o fall finale, e por fim, as férias da série, eu estou de volta para cumprir a promessa de fazer o resumo desses episódios, tal como fiz com os cinco primeiros. Perdeu o post? Prepare a pipoca, abra o post e confira, daí venha para esse post que vos fala, porque então tudo vai fazer mais sentido.. Eu espero.

[O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS]



Saldo geral da série: positivo
O voto de confiança dado a Blindspot até que valeu a pena. Não digo que fiquei oh que surpresa, mas de tudo que eu vi, fiquei satisfeita. A série pode não ser um hit popular na linha de The Walking Dead ou Once Upon a Time (e nesse caso eu agradeço por não ser), mas ainda assim criou uma audiência sólida, a premissa é boa, a produção vem acertando, e se os roteiristas não inventarem de enrolar com curvas sem necessidade na trama, há potencial para ser uma grande série, quase um 24 Horas meets Arquivo Morto.

(Já descrevem a série como um mix de Identidade Bourne e The Blacklist, o que é ótimo também.)

Ainda existem coisas para melhorar, claro. Afinal só foram ao ar dez episódios. Mas como o mundo é impaciente e chato, menos que isso é bastante para rotularem qualquer a série de lixo. O destaque é o razoável aprofundamentos que alguns personagens sofreram, e um pouco de liga que surgiu entre o grupo principal, o que é um alívio pra mim. As cenas de ação continuam satisfatórias, os momentos humanos idem, e eu realmente não esperava 1% do mistério das tatuagens sendo entregue agora, então o finale não me frustrou exatamente por isso.



O quanto os personagens cresceram
Patterson foi sem dúvida a minha felicidade. A personagem poderia sofrer muito com o estereótipo de "nerd" das ideias mirabolantes sem vida social normal (olá, Jemma Simmons), porém a forma que ela encara o fato de trabalhar e praticamente viver para o FBI é muito madura. Patterson entende que os problemas que ela enfrentam não são uma maldição mágica, e sim a consequência de um trabalho que ela mesma escolheu e adora, o que me deixou muito feliz. Ganhei frustrações recentes nesse aspecto com Agents of Shield.

É como o policial que corre o risco da morte a toda hora. Não é uma conspiração do universo, é o preço de algo que nem todo mundo tem coragem de fazer, mas que precisa ser feito.

A atuação da atriz Ashley Johnson vem impecável. A forma na qual ela conduziu o possível namoro-prestes-a-virar-um-morar-junto, a morte do namorado, a capacidade de ser adorável do tipo quero ser sua amiga, mas sem ser a donzela em perigo sem voz ativa (olá, Jemma Simmons) é bem legal. Espero que o desenvolvimento continue daí pra cima.

Bethany Mayfair é a maior surpresa que eu vivi para ver na TV desde Xena, acredito. É uma personagem multidimensional, complicada, estilosa, durona, pronta para quebrar vários paradigmas. Pense: ainda não explicaram como/quando/onde/por quê, porém Mayfair teve um amor do passado, ligado 100% a tão falada Operação Daylight, um método ilegal usado pelas agencias de informação americanas para conseguir informações, através da espionagem. Agora se eu te disser quem...

...Sofia Varma. Sim! Mayfair teve um relacionamento com a ex-vice diretora de política da Casa Branca (ou algo do tipo), que tirou a própria vida. Ninguém sabe o quanto ele durou ou quando pessoal foi, entretanto. E tudo isso foi mostrado no melhor episódio da série, que teve chantagem policial, preconceito racial, espionagem, e o esforço de um jogador negro para esconder o fato de ser gay. Foi uma sacada de roteiro muito, muito bem pensada e inteligente, porque a sincronia entre os eventos ficou super natural. O final é de partir o coração, entretanto.

Tasha Zapata ganhou algum desenvolvimento por conta dos problemas com jogos, as dívidas com apostas, o que a levou a quase trair os amigos. Entretanto, a personagem ficou firme, mesmo com as pressões, mostrou lealdade e se tornou interessante, porque antes disso eu só consigo lembrar de Law & Order SVU com uma personagem do tipo.

Edgar Reade continua raso demais, Kurt Weller e Jane Doe continuam num ritmo legal, que graças a Deus não teve nenhuma influência romântica ala Júlia Roberts. Sou grata até fevereiro de 2016 (que é quando a série volta).



Os rolos que aconteceram na trama
Não digo rolos com conotação ruim, vale lembrar. Esses cinco episódios jogaram uma luz no que é o Daylight (mil perdões pelo péssimo trocadilho), levantaram a questão de uma grande corrupção escondida na política americana, que pode comprometer a Mayfair e bastante. Também gostei de quando citaram o caso de Ferguson num dos episódios, pois deixou a série com ar atual, sem aquela coisa de situada no mundo real, mas ao mesmo tempo fora da sua realidade.

Tal como eu disse, não explicaram a questão das tatuagens 1%. Ao contrário, a informação que deram no fall finale só levantou ainda mais dúvidas, o que pode ser muito bom e muito perigoso. Por enquanto eu acho que os roteiristas mantiveram um equilíbrio legal entre informação x mistério, onde as tatuagens da Jane levam à mistérios, mas até cuidarem de um mistério e partirem para o próximo, gasta-se tempo. Só achei frustrante a falta da adrenalina que você espera de um finale, mas posso relevar.

Por outro lado, a questão da identidade da Jane, se ela é Taylor Shaw, se ela não é a Taylor, ficaram um pouquinho pra escanteio, embora não 100% porque é impossível. Não achei isso ruim de todo, senão havia o risco do telespectador enjoar logo.

E a falta de um romance! Mal posso dizer o quanto eu me sinto aliviada. Por 10 episódios Blindspot quebrou o maior clichê do entretenimento, mesmo eu achando que cedo ou tarde (espero eu que tarde, ou melhor ainda, nunca) isso vai acontecer. Kurt e Jane tem uma boa química juntos, mas Jane tem um noivo misterioso, e graças a Deus por isso.



Vale a pena continuar assistindo?
Por enquanto, vale. Ainda tem bastante água pra rolar de todos os lados. Conspirações políticas, o passado da Mayfair que eu espero que seja abordado/explicado, a evolução de Jaimie Alexander como atriz de TV, o fato de que Kurt Weller sabe sorrir! E mais tatuagens para nós desvendarmos, claro.

Blindspot agora retorna só em fevereiro de 2016. Nos EUA a série é exibida pelo canal NBC, e no Brasil é exibida pelo canal Warner, toda terça às 22:30. E vira e mexe, uma ou outra tietagem você encontra aqui no HMBR.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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