Street Fighter V: menor ênfase nos corpos femininos não aconteceu devido a pressões externas



Lembra desse assunto? Caso não, pode recordar aqui como a polêmica começou. Ontem o produtor de Street Fighter V, Yoshinori Ono comentou as decisões da Capcom de dar menor ênfase nos corpos femininos, dizendo que a mudança não foi causada por pressões externas. Hm.

Em entrevista ao UOL Jogos, Ono explicou que aspectos tais como o Critical Art da R. Mika e a cena de entrada da Cammy, que foram duramente criticados, também foram sinalizadas internamente na Capcom. "Nós não fizemos nenhuma mudança devido pressões externas," disse ele. "Essas mudanças vieram internamente. Decidimos remover [as animações] porque queremos que o maior número de pessoal possível jogue o jogo, e não queremos algo que possa deixar alguém desconfortável."

No beta de Street Fighter V, R. Mika, que é uma wrestler, era mostrada dando um tapa na bunda quando executando o Critical Art dela. Após o update, a câmera está mais acima, tirando a cena de evidência. Já Cammy agora está com uma animação de entrada diferente, que ao invés de mostrar o meio das suas pernas tal como era originalmente, agora dá um foco maior nas suas pernas.

(E eu sou especialmente grata pela mudança da Cammy, que essa sim me deixava desconfortável)

Ainda na entrevista, Ono continua, dizendo que a Capcom quer que "jogadores profissionais e fãs casuais voltem novamente" para o novo jogo, mas também "alcançar aqueles que nunca jogaram um game de luta." Por fim, ele completa:

"Não é possível haver algo [no jogo] que façam as pessoas pensarem, 'isso não é aceitável.' Nós provavelmente não vamos conseguir remover tudo o que possa ofender uma pessoa, mas o nosso objetivo é de ao menos reduzir o máximo possível para as pessoas pensarem 'ok, existe um problema aqui, mas está dentro dos limites.' Queremos que todos joguem e desfrutem [o jogo] sem se preocuparem com mais nada."

Embora tudo isso soe meio como uma boa desculpa para a Capcom sair pela tangente, ao mesmo tempo a intenção é interessante, válida, e bem compreensível. Gosto da consciência do produtor em explicar de que é "impossível retirar de um game tudo o que possa ofender uma pessoa", até porque é a verdade. Esses critérios são subjetivos. Basta ver, por exemplo, que me incomoda muito mais o uniforme da R. Mika que a animação do Critical Art dela. Reduzir esses aspectos para atrair os jogadores é marketing também, sem dúvida, mas marketing do bem, afinal, se você puder fazer algo que gere mais público e ao mesmo tempo, não vá ferir 100% do produto final, o quê custa tentar?

Então é, eu elogio e respeito a Capcom pela intenção.

Ah, importante: foi anunciado que um novo período de beta para Street Fighter V abrirá no dia 18 de dezembro, disponível para PlayStation 4 e PC.

Com lançamento marcado para fevereiro de 2016, Street Fighter V promete manter a hype da franquia viva por um bom tempo, principalmente com os recentes anúncios de novos personagens tais como o louquíssimo F.A.N.G., e várias novidades reveladas durante a PlayStation Experience, que é claro, o Waka comentou em detalhes no nosso canal do Youtube (aproveita e se inscreve lá :D):




Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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