A semana de colocar as ideias em ordem
Outra semana, outra retrô. Espero que vocês estejam bem! Claro que eu tenho um monte de coisa pra falar, mas antes quero agradecer por uma: na semana passada e anterior eu comecei a mudar o tom do Vale a pena ler de novo e ir por um caminho mais sério e vi que vocês gostaram, pois foram as retrôs mais lidas de 2016 até então. Obrigada! Feedback é tudo. Então fiquem tranquilos e favoráveis, pois o show vai continuar.

Você precisa estar aberto para a mudança
Mudar é regra na vida de todo mundo. Elektra não é mais a Jennifer Garner, o Pikachu não é mais gordinho, o Capitão América virou fora da lei, o Leornado DiCaprio finalmente não é mais virgem de Oscar. Só que semana passada essa história de "mudar" foi doida: peguei minhas expectativas, opiniões, sonhos, vontades e joguei tudo num liquidificador, depois passei no filtro, pois apesar de manter o meu mundo aberto à mudanças, as vezes eu fecho ele à mudanças porque eu sou muito orgulhosa. E de tempos em tempos isso dá ruim.

Exemplo:

Semana passada saíram as prequels do modo história de Street Fighter V, e eu me senti meio mal por ter dado tanto foco ao visual das personagens. Veja: eu não retiro as minhas críticas ao visual da Mika, Laura, e Cammy, continuo achando exagerados. Entretanto, as prequels trouxeram histórias que me surpreenderam, pois as três foram mostradas de forma muito interessante, e não "só" como peças de açougue. Também fiquei encantada com a prequel da Chun-Li, minha favorita não por acaso. Que continue assim.

Engraçado é que o mais eu pensava no assunto, mais eu queria sentir o orgulho ferido por ter sido tão crítica, mesmo sabendo que não faz sentido, é o meu direito de ter opinião e que em momento algum eu ofendi alguém.. Diferente de quem soltou uns feministas cretinas e afins por aí. Daí eu me irritei comigo mesma e pensei: "Você não tinha como adivinhar que as prequels seriam tão legais, muito menos que você iria gostar delas. E mais feio do que vacilar é não admitir o vacilo. Então fique na sua, ok?"

Mas.. E quando a fé muda?
Calma que não vou dar carteirada religiosa e tentar converter vocês. É que eu fiquei quebrando a cuca e pensando num tema para essa retrospectiva e vi que "fé" era palavra. Eu sei que fé tem um contexto forte na religião, o que faz as pessoas terem preconceito imediato, mas ignorando isso, é só mais um substantivo que aparece todo dia nas nossas vidas, tenha você religião ou não.

Duvida? Eu mostro.

- Ainda estou questionando minha fé na música. Preciso renovar a experiência com o heavy metal, pois do jeito que foi nos últimos anos parou de dar aquele clique, o que tem causado frustração com uma vontade enorme de gritar, bem como empacando a vida (aka as resenhas não estão saindo);

- Tenho questionado a minha fé nas pessoas, porque eu entendo de por fé em quem não devo, e esquecer da fé em quem merece. Ainda mais na internet, que você não conhece a índole real de fulano e sicrano, e por mais cuidadoso que você seja, ser feito de trouxa é sempre risco. Sim, essas brigas das sub celebridades da web continuam mexendo com a minha cabeça, e eu tenho questionado se a fé que eu levava em X e Y realmente era legal.

- Não é novidade, mas também tenho evitado ainda mais os sites que já encheram a minha paciência, deixei de acompanhar pessoas que produzem mais barulho do que conteúdo. Até dei uma faxina na minha lista de amigos do Facebook;

- E claro, tem a fé no HMBR, que mudou quase 100%.

Sonhos mudam, faz parte
Até pouco tempo a minha visão era romântica e revolucionária demais: com o site eu queria mudar o mundo, cruzar os céus, nada a temer. Foi bom enquanto isso durou, pois me ajudou a chegar até aqui. Agora eu me sinto mais... Sóbria. Reconheço as dificuldades, os erros que eu cometi por causa do HMBR (dos quais eu me arrependo, mas guardo a experiência), e hoje eu vejo que os meus sonhos para cá mudaram.

Pois se a visão de Metropolis sobre o sonho de ter um protetor muda em Batman vs Superman, as ideologias mudam e separam os heróis em Capitão América: Guerra Civil, os sonhos podem mudar.

Tem uma cultura na sociedade que acha feio/covarde você mudar o foco do seu sonho, dá aquela ideia de tempo perdido e de que você não queria aquilo tanto assim. Eu pensava desse jeito. Mas aos poucos a vida tem me ensinado a real: eu não estava tão aberta a mudar quanto eu dizia que estava e que me atrapalhou bastante.

É como quando uma das heroínas da minha vida diz num artigo que "É OK seus sonhos mudarem com o tempo," pois os dela "definitivamente subiram e desceram ao longo do tempo." É o que eu sinto. É ruim demais você forçar a barra de querer algo que não combina mais com você, te faz ficar escravo.

Isso é uma carta de despedida?
Nah. É mais outro desabafo com explicação. Eu não sonho enfrentar a massa jornalista e mostrar que eles estão errados, não sonho implantar a a ditadura do jornalismo literário no Brasil, de enfrentar os youtubers teen, de Minecraft, de GTA, e mostrar como eles são podres e vazios de conteúdo. Eu não sonho em doutrinar os metalheads em como eles são elitistas e estúpidos.

Claro. Se eu tiver que falar disso tudo eu vou, e na velocidade máxima. Mas eu cansei de fazer disso o foco, de tornar o HMBR no Messias da Internet, e destronar os sites-falsos-profetas. Quero que o HMBR seja o HMBR, ficha que só caiu agora, cinco anos depois. Quero trazer conteúdo filtrado pela nossa perspectiva, pois apesar de tudo ele é nosso. Isso que conta.

Mas então.. Vamos clicar?


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Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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