Hoje é 27 de fevereiro de 2016. Um dia normal de mais um final de semana, exceto se você for uma das crianças dos anos 90 tal como eu sou. Se esse é o caso, o dia na verdade é deveras especial e histórico, pois neste sábado a franquia Pokémon completa 20 anos de existência.



Gotta catch 'em all
Eu sou mais velha que a franquia: são 26 vs 20 anos, e tendo em vista a faixa etária do público do HMBR, creio que você também seja mais velho que Ash & cia. Isso obviamente me permitiu ver o nascer e crescer de um dos gigantes do entretenimento e mesmo depois de tantos anos é engraçado, pois só o fato de citar a palavra pokémon me inspira um sentimento bom, nostálgico, quase inocente, e que nunca se perdeu. Guardo muito carinho e boas memórias pelos monstros de bolso.

Minha experiência como fã de Pokémon tornou-se superior ao que eu vivi como fã de Dragon Ball, mas sempre empata com Saint Seiya como a franquia que mudou a minha vida em tudo: como semi nerd preguiçosa, pessoa, até mesmo como profissional. Responder o quê Pokémon significa para mim é bem difícil, mas vale a tentativa. Vamos lá?

O álbum de figurinhas
Quanto eu estava no ensino fundamental (segunda ou terceira série) explodiu a febre do primeiro álbum de figurinhas de Pokémon:


E isso foi hilário, porque agitava a sala de aula com trocas de figurinhas, gente que ficava desenhando os pokémon (eu inclusa), jogos de bafo nos intervalos, até criamos um "Esquadrão Pokémon", onde cada um tinha a sua "insígnia" que era nada mais do que os desenhos dos nossos pokémon prediletos. Sim, meu passado me condena! Mas era bom demais. Minha insígnia era a do Jolteon, que virou um dos meus pokémon favoritos, bem como é a minha eevolution favorita. Mas não pense você que tudo foi rosas...

...Os álbuns de figurinhas causaram um furdunço tal que a turma inteira foi proibida de levá-los para escola. A professora fez questão de escrever recados nas agendas dos envolvidos (até a minha, claro)  avisando a decisão, eu lembro disso até hoje. Bons tempos.



As primeiras jogatinas de Pokémon
Memória boa pra mim é luxo, então não sei qual foi o primeiro game de Pokémon que eu joguei na vida. Sei que dois marcaram de maneira marcante (com redundância e tudo), mas é claro que eu não vou escolher um ou outro, por isso é hora de falar sobre Pokémon Stadium e Pokémon Sapphire.


Foi estranho quando eu descobri que Pokémon Stadium existia. Eu já sabia que os games eram formato RPG, então ver outro que fosse mais objetivo foi diferente, legal, e plus, com gráficos 3D de qualidade que na época eu achava um Far Cry da vida. Sempre gostei das batalhas livres, de montar o meu time sem a preocupação de upar os pokémon ou de não poder jogar com esse ou aquele que só podia ser capturado em condições X ou Y. 

Os controles sempre me confundiam, claro, mesmo hoje no emulador eles confundem. Afinal essa sou eu, enrolada eternamente com o joystick do Nintendo 64... Os tempos de jogar Ocarina of Time na casa do meu primo não me deixam mentir.

Pokémon Stadium foi lançado em 1998, dai em 2002 veio a terceira geração de jogos, a primeira com a qual eu tive o contato propriamente dito. E precisa comentar? Hoenn, galera. Comecei tarde na jogatina das gerações, sim, pois eu sempre fui mais ligada no anime, mas estrear logo pela região que é favorita da maioria (a começar por mim) foi uma experiência de peso duplo.

Trumpet time! 



Eu achava a versão Ruby legal, mas gosto mesmo é da Sapphire porque para mim o Kyogre tem mais cara de mau. Virar madrugadas jogando foi costume, até mesmo no computador, Meu líder de ginásio favorito é o Wattson, o bem humorado treinador dos tipo elétrico, meu favorito junto com os de água. Ainda tenho raiva de batalhar contra as irmãs Tate e Liza e acho a história de Sootopolis incrível.

Alguns dos meus pokémon de lei para capturar e jogar em Hoenn são Wingull, Taillow, e Makuhita. Eu tenho aquele apego emocional bobo, de jogar com quem eu quero porque eu gosto, não por causa de quem tem os melhores ataques e IV's, e sei lá mais o quê. Jogar no esquema competitivo é bom... Para quem compete. Eu prefiro jogar pelo prazer de jogar mesmo.

Uma memória engraçada foi da primeira vez que depois de muito tempo eu joguei Sapphire no meu finado tablet. Cheguei quase no final do jogo (o tablet resolveu morrer antes..), e consegui capturar os famosos Regirock, Regice e Registeel. Me senti criança de novo, no alto dos meus 20 e poucos anos. (Fábio Jr. chora)

Assistindo o anime
Pokémon para mim sempre foi o anime mesmo. Não que eu não goste dos jogos, eu gosto e muito, mas muitos entraram nesse mundo através do anime, com uma das melhores músicas de abertura que já fizeram por aí. Solte o play porque é bom demais:


Eu tenho certeza de que não vi todos os episódios, mas tirando a temporada atual, XY & Z, eu vi ao menos uma parte de todas as temporadas já lançadas. Com a Eliana, na RedeTV!, Cartoon Network, até a mal falada Black & White eu assisti bravamente. Minhas favoritas? Duas: Diamond and Pearl, e XY. D&P é fácil explicar: foi a temporada que nos apresentou a Dawn, uma das personagens mais cativantes e queridas. Também teve a Cynthia, a campeã da região de Sinnoh.

Sabe o que é você, menina, ver uma mulher -de ficção, mas ainda assim- numa posição invejada por todos os outros treinadores do anime? E também não tem como não gostar da amizade dela com o famoso Garchomp.

XY divide opiniões. Para mim foi a primeira vez desde Diamond and Pearl que o anime me empolgou de novo, em grande parte pelo surgimento da Serena, que é uma das melhores personagens do anime. É, eu falei. Ela é. A Serena é deveras interessante e o principal motivo pelo qual eu quero voltar a ver o anime. Meu Nerdmetal Brasil sobre ela não deixa mentir nada do que eu digo.

No geral, Pokémon-anime sempre deu ótimas lições sobre amizade, treinamento e sonhos. Clichê, mas realista. É bom para a faixa etária que a franquia atinge (até a das crianças grandes). São muitas cenas que ficaram eternizadas na minha memória capenga: 

- Serena chorando no pier e depois cortando os cabelos
- Jessie e James se separando do Arbok e Weezing
- O Pidove amigo do N
- O fotógrafo que queria uma imagem dos Sawsbuck
- Vários momentos do Meowth
- Goomy
- O Charmander cuja chama quase se apagou
- Os pokémon do Ash o abraçando para o aquecer

A lista é enorme, mas essa aqui eu acredito ser uma das cenas mais bonitas, embora de forma meio triste (day Bye Bye Butterfree feels)


Ah, e claro, vamos falar das músicas. Pokémon tem várias músicas históricas, sim, e mesmo agora na temporada atual a qualidade continua em alta. Já tivemos aquele rap Pokémon que hoje, com mais de 700 monstros seria bem complicado, risos. E vou dizer de novo: junto de "Gotta catch 'em All" e "Pokemon Jotho", "Volt" é a terceira melhor música de abertura:


Os filmes
Não vi todos também, mas as memórias são várias. Desde Ash sendo petrificado ao choque de ver um Genesect morrendo, a trilha sonora fantástica de Pokémon 2000, o choque triste de descobrir a origem e as motivações do Victini em Pokémon O Filme: Branco – Victini e Zekrom/Pokémon O Filme: Preto – Victini e Reshiram. Ou de como eu achei maneira a inspiração para as Espadas da Justiça.

Resumindo
Ainda dá para falar de muita coisa envolvendo o universo Pokémon. É uma marca cheia de altos e baixos como qualquer outra de nível AAA, mas cujo os altos marcaram muito mais história na minha vida. Então é, eu me sinto parte da festa ao ver a franquia comemorando vinte anos de existência, com mais tantos outros pela frente, principalmente agora com o anúncio de Sun e Moon.

Minhas histórias e curiosidades envolvendo os pokémon são diversas. Deixei algumas várias de fora senão o texto virava bíblia, e vocês sabem que quando eu escrevo, eu não sei parar. Quem sabe de vez em quando algumas delas não vão dando as caras no HMBR?

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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