Doomsday Hymn: banda posta segunda parte da retrospectiva 'DestrucTour On The Road'


Devido a alguns motivos particulares e também ao show realizado no Paraguai. ocorreu um pequeno atraso na divulgação da 2ª parte da 'DestrucTour On The Road, série de textos onde a banda Doomsday Hymn aborda a sua turnê realizada na América Latina em Outubro/Novembro de 2015.

Pois bem, sem mais delongas 'DestrucTour On The Road 2' para vocês.

Rio Branco (AC) – Lima (PERU)

Bom, tenham um pouco de paciência agora pois a viagem é longa e as histórias são muitas, mas vale a pena ler. 

Esse trecho entre Rio Branco e Lima é operado todas as segundas e sextas-feiras (é normalmente uma viagem de 40 horas) por uma empresa de ônibus chamada Ormeño, porém, sabe-se lá por que cargas d´agua, nessa 2ª Feira eles não tinham ônibus a disposição. 

Voltando um pouco no tempo, eu Karím, passei uns 30 dias, desde que soube que não haveria ônibus da Ormeño no dia 5, pesquisando alternativas para fazer este trecho, liguei várias vezes para a rodoviária de Rio Branco, para tentar obter mais informações, mas não rolou nada de concreto. Nosso show em lima seria na quinta-feira dia 8 e o próximo ônibus direto, pela Ormeño só sairia de Rio Branco na sexta dia 9. Pesquisei inúmeras formas de fazer esse trajeto e a única alternativa seria fazer o seguinte malabarismo.

Pegar um ônibus em Rio Branco até Assis Brasil na fronteira com o Peru, em Assis Brasil atravessar a fronteira, já no Peru, pegar um táxi até Puerto Maldonado e de lá pegar o ônibus para Lima. Tudo isso a gente tinha “ouvido falar” que seria possível, bem, na teoria seria possível, mas os entraves disso tudo eram: 

1 – Tínhamos “ouvido falar” que os ônibus para Lima partiam somente as 18 ou 20 H , ou seja esse supostamente seria nosso horário limite ;
2 - Não sabíamos os horários dos ônibus de Rio Branco para Assis Brasil até irmos na rodoviária pegar as informações e comprar as passagens ;
3 – Não sabíamos quanto tempo duraria a viagem até Assis Brasil ;
4 – Não sabíamos bem onde pegar, nem como achar, nem a duração, nem quanto custaria essa viagem de táxi até Puerto Maldonado, e nem ao menos tínhamos certeza que esses táxis existiam, só tínhamos ouvido falar que a viagem poderia ser feita dessa forma, só tivemos essa confirmação no domingo quando fomos comprar as passagens e falamos com alguns taxistas na Rodoviária de Rio Branco ;
5 – Quais os horários dos ônibus de Puerto Maldonado para Lima? teria ônibus para Lima na hora que chegássemos lá? Teríamos que dormir em PM? Dormiríamos onde, num hotel na rodoviária? E pra achar um hotel em conta? E quando sairia o próximo ônibus para Lima, se pegássemos o ônibus na Terça de noite por exemplo chegaríamos em Lima a tempo para o show? 

Bom , muitas incógnitas para processar em pouco tempo, em outro país, outra língua, sem telefone, só nós 5 cheios de malas e instrumentos. Mas finalmente, como foi que rolou então? 

Foi o seguinte:
Após dormirmos 3 horas no domingo, Segunda-feira as 6:30 AM estávamos na rodoviária de Rio Branco para pegar o ônibus para Assis Brasil, são 300 e poucos Km, calculávamos uma viagem de umas 5 horas, porém (essa palavra vai se repetir muito nas próximas linhas) o ônibus era o famoso pinga-pinga e parava de 30 em 30 km pra pegar ou deixar alguém, por fim, depois de 7 horas de viagem e uma parada num restaurante totalmente sombrio, ou seja, nada de almoço naquele dia, chegamos em Assis Brasil. 

Achávamos que íamos descer na rodoviária, pegar um táxi até a fronteira e etc... enfim, o normal. “Porém” de uma hora pra outra o ajudante do motorista lança um “FRONTEIRA COM O PERU, QUEM VAI DESCER?” pensa nuns caras desesperados se levantando no pulo um acordando o outro, “corre, corre” chegamos” então descemos no meio da rua, com aquele equipo todo e fomos caminhando até a fronteira a  uns 200 metros dali, “E agora???” paramos e pensamos por uns 5 minutos e então passou um táxi, chamamos ele e perguntamos como era o esquema dos táxis para Puerto Maldonado e ele nos disse que nos levaria até o outro ponto onde estão os tais táxis que vão lá, pagamos lá uns 20 reais acho e fomos, era uma Doblô mas mesmo assim por conta de toda a bagagem, foi um aperto danado.

Chegando em Ñapari (cidade onde estavam os tais táxis) o Gil se tocou que estava sem o celular, toca voltar com esse mesmo táxi Doblô e correr atrás do ônibus “porém” já era tarde demais o celular já havia sumido.  Bom , enquanto esperávamos, fomos nos ambientando, compramos uma Inca Kola (meu isso é  bom demais) pra apaziguar o calor que era muito intenso, trocamos dinheiro, morrendo de medo de pegar dinheiro falso, afinal em plena floresta amazônica, na fronteira do Brasil com o Peru, dá pra desconfiar né? Assim que ele voltou com aquela cara de derrotado, fomos procurar o tal “táxi para Puerto Maldonado”.

Até que não foi difícil, afinal TODOS os táxis em Ñapari  vão pra lá, negociamos uns minutinhos com o cara pois tinha muita bagagem, pagamos como se fossemos 7 pessoas e partimos, mas não antes de voltar lá na Federal do Brasil pois não demos saída e graças a Deus que o motorista do táxi nos perguntou se havíamos feito esse procedimento e teríamos sérios problemas mais adiante, bom, 3 horas e meia de viagem ouvindo o pior da música brega eletrônica peruana (meu Deus que mal gosto do capeta, o cara só escutava merda). 

Chegamos em Puerto Maldonado por volta de 19 h, já era noite (não perca as contas já foram 12 horas de viagem) Fomos para a rodoviária super apreensivos para ver se teria ou não passagem para Lima, e no final das contas vimos que são dezenas de empresas fazendo esse trecho em diversos horários a partir das 18 h até as 23 h e os valores variam de 70 a 170 soles (mais ou menos de 90 a 190 reais) tentamos escolher uma intermediária, não muito barata nem muito cara, e acabamos comprando passagens  para as 21 h. (esses valores todos que gastamos, teoricamente deveriam ser restituídos pelo organizador em Lima, era o combinado porque não tinha mesmo como ele comprar todos esses trechos de lá, impossível, mesmo porque ninguém sabia como seria essa logística toda), bom tivemos 2 horas pra sair dar uma volta, procurar algo para comer, o que não foi muito fácil, acabamos comendo uma pizza dessas de mercado numa lanchonete e comprar um chip Peruano pra gente poder se comunicar com os organizadores e usar a internet. 

As 21 horas chegou a condução e graças a Deus acertamos, era um busão legal, confortável, espaçoso, menos mal. Seguimos viagem rumo a Cusco onde trocaríamos de ônibus para Lima (já sabíamos que seria assim) , as 7 AM ( já somam-se 24 horas desde a saída de Rio Branco) depois de 10 horas de viagem sem nenhuma parada, e um espelho retrovisor a menos pois em alguns trechos da estrada apenas um ônibus de cada vez pode fazer a curva, e o motora resolveu enfrentar as leis da física e colocar dois corpos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, resultado, ele deve ter levado uma chamada daquelas. 

Bem, chegamos então em Cusco pensando em tomar um bom café da manhã e dar uma descansada pra seguir pra Lima, “porém” que nada, assim que descemos do ônibus já tinha uma mulher da empresa tocando o horror pra gente se apressar que o ônibus pra Lima sairia as 07:30, ou seja, bora lá, nada de café da manhã. Esses trechos até Cusco e entre Cusco e Lima são alucinantes, paisagens de tirar o fôlego, se estivéssemos um pouco menos cansados teríamos curtido mais, mas mesmo assim foi de arrepiar.

Estávamos então esperando a hora do almoço já que não rolou aquele café, e o tempo passando 13 horas e nada, 14 horas e nada 15 horas e nada ….... bom , as 20 horas o cara resolveu parar num restaurante nem lembro onde pra gente comer, não era assim um restaurante 5 estrelas, na verdade nem 2 estrelas mas como a fome era muita resolvemos arriscar, mas até que deu, a comida era boa só não temos ainda muita certeza do que foi que comemos, mas tá valendo. Tivemos que comer as pressas porque o cara deu 40 minutos pra galera toda comer, e pensa bem, um ônibus com 40 pessoas num restaurante pequeno, claro que os últimos pratos (alguns dos nossos) saíram 10 minutos antes do bus zarpar. Detalhe importante,  no Peru e na Bolívia, ninguém espera ninguém, se você não estiver dentro do ônibus no horário combinado, você fica, sorte que a gente já sabia disso e fizemos tudo na correria ! Seguimos então rumo a Lima onde enfim chegamos as 7 AM da quarta-feira (48 exaustivas horas depois de sair de Rio Branco).

No próximo "episódio" falaremos sobre os shows de Lima - Huanuco e Tingo Maria no Peru.

Você encontra o álbum 'Mene Tequel Ufarsim' nos seguintes formatos :

Plataformas Digitais:

CD - Versão Nacional:

CD - Versão Americana (Com bônus).
Rottweiler Records: http://bit.ly/RottweilerRecords
Nordic Mission : http://bit.do/DDHNM

Clip - Mene Tequel Ufarsim

Doomsday Hymn é :
Gil Lopes (V), Karim Serri (G), Angelo Torquetto (G), Allan Pavani (B) e Jarlisson Jaty (D)

Via Lex Metalis Assessoria e Agenciamento

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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