Post de Quinta: o quê o caso Nando Moura/Edu Falaschi/Luis Mariutti pode nos ensinar?


Ah, sim. As polêmicas. Ando desviando delas com requintes de Matrix, mas hoje vamos falar de uma que eu vim acompanhando de longe, meio interessada e meio fuck this shit, dada a pessoa causadora de todo o furdunço. Eu nem ia tocar no assunto, mas achei interessante porque seria a chance de falar sobre umas coisas que me incomodam de longa data, e porque faz um bom tempo que não tem aquele Post de Quinta na faixa.
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Resumo do resumo resumido
O Youtuber postou um vídeo em seu canal propondo (e "propondo" é educação minha) ao baixista Luis Mariutti e ao vocalista Edu Falaschi que os três se unissem para gravar uma versão do tema de Street Fighter. E para isso ele usou uma ideia genial: pedir aos seus seguidores para encherem ambos com mensagens pedindo o tal projeto.

Resultado: ambos rejeitaram, claro. Confira as respostas, cortesia da galera do Nithwishes, de onde eu peguei os prints. Clique para ampliar as imagens:




Dito isso, tenho três pontos que me chamaram a atenção e eu quero dividir com vocês

Quem precisa mais de quem?
Edu e Luis foram taxados de esnobes ingratos que rejeitaram "uma chance para crescer." Risos. E os caras responderam de forma até que educada, ácida e irônica sem dúvida, porém 100% realista. Você, que me lê agora, coloque-se no lugar dos dois: você está até o telhado de trabalho, correndo como se não houvesse amanhã, quando de repente suas redes sociais são invadidas por mensagens aleatórias de um "pedido" ainda mais aleatório de parceria. E vindo de alguém que convenhamos, não desfruta da melhor das reputações. Você realmente aceitaria?

E veja: há uma chance de distorcerem o que eu estou dizendo. Eu não sou fã no. 1 do Edu ou do Mariutti. Não ouço o About2Crash, meio que deixei de acompanhar o Andre Matos, meu interesse no Angra da fase do Edu é baixo, mas a química dele com o Almah me interessa mais. Ainda assim, por que sair em defesa dos dois? Motivo simples: meu compromisso com a coerência, porque se está certo, vamos elogiar. Se está errado, vamos jogar no ventilador. Independente de ser fã da pessoa ou não.


A cultura do ódio é o câncer da internet
Nando Moura faz parte de um largo filão de pessoas e produtores de conteúdo cujo feedback está absurdamente calcado na cultura do ódio. Hoje em dia você não precisa entender de um assunto e falar de curiosidades e teorias da conspiração tal como o Game Theorists faz. Ou fazer um baita trabalho jornalístico ao exemplo do Zangado. Ou de realmente se dedicar ao humor tal com o Markiplier, dono de um dos maiores canais de games do Youtube -acima dos 12 milhões- se dedica.

(Dei exemplos baseados em canais de games por serem mais populares, então é mais fácil de vocês entenderem)

Hoje em dia basta você bater no peito e gritar feito King Kong, ter meia dúzia de argumentos ou mal formulados, ou formulados de forma tendenciosa e pronto, você é sucesso absoluto. Digam se é mentira?

E a culpa disso tudo? Minha e sua.

Lembra que nós criticávamos ou criticamos o sensacionalismo da TV, passando por cults ao falar mal do tanto que os programas de auditório e novelas apelam para bundas e tretas? E o que nós temos produzido ou dado audiência na internet, é tão diferente assim? Os caras notam que brigar rende views e likes então eles correm atrás, oras. Marketing de oportunidade puro e pior: sem filtro. Tá que o controle de qualidade na TV você pode questionar se funciona, mas ele existe. Já a internet é quase uma Faixa de Gaza.

É gente que não sabe falar, se comunicando com gente que não sabe ouvir. Ninguém pensa mais nas consequências do que fala, que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluto, e não pode ser usado para justificar a violência, a difamação, a calúnia, a subversão ou a obscenidade*. Passou dessa linha? Para que tá feio.


E nem precisa ser uma Marília Gabriela esbanjando classe e elegância, porém quem muito baseia o seu trabalho na cultura do ódio, realmente tem algo para oferecer que não seja ainda mais ódio? Fica a pergunta.

O que o caso Nando Moura/Edu Falaschi/Luis Mariutti pode nos ensinar?
Muita coisa sobre respeito, consciência, profissionalismo, e a falta disso tudo. E tendo esse texto inteiro em mente eu quero com um aviso e dois pedidos:

O aviso
A caixa de comentários vai ficar fechada e eu não tenho intenções de abrir. Já a caixa de comentários do Facebook eu modero pessoalmente, então vou pescar qualquer comentário troll antes dele (não) ver a luz do dia. E ainda vou expor aqui no site.

O pedido (de desculpas)
Eu sei que é uma pena fazer esse tipo de coisa, pois eu gosto de trocar ideias com vocês e manter a linha aberta para comentários, pois o HMBR nunca foi dos sites ditadores. Entretantoeu aprendi a minha lição: por mais que você se esforce as pessoas em casos assim nem sempre querem te ouvir, então como eu não recebo salário para ler xingamentos, não sou obrigada. E mesmo que eu recebesse, também não seria. Então sim, pode dizer que eu arreguei, mesmo que não seja o caso. Não me incomodo. 

O segundo pedido
Gostou do texto? Concorda com ele? Façamos assim: espalhe o texto por aí. Isso vai fazer com que a palavra do HMBR chegue ainda mais longe, que outras pessoas feito você percebam que "não são as únicas que pensam assim", e esse feedback vai ajudar ainda mais.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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