Não é tão difícil assim achar um asiático para um personagem asiático


Esse ano tem sido de um bocado de contrastes, mas ainda assim o mundo está fazendo bons avanços quando o assunto é a melhor representação de certos setores da sociedade. O caminho a percorrer ainda é grande.. Mas Esquadrão Suicida vem para ajudar.

O marketing do filme tem focado bastante da Arlequina (Margot Robbie) e no Pistoleiro (Will Smith). O Coringa (Jared Leto) também não tem ficado de fora. Com isso os outros membros da Força Tarefa X recebido menos atenção, mas todos em geral são interessantes: Rick Flag (Joel Kinnaman), Magia (Cara Delevingne), Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), e Katana, a personagem de Karen Fukuhara que oh quem diria! Desmentiu um dos mistérios da humanidade:

Não é tão difícil assim achar um asiático para um personagem asiático. 

E nesse caso coloque +2 de raridade: asiático e mulher.

Em entrevista à Playboy, a atriz falou sobre o papel de Katana e a conexão com a personagem, que obviamente é cultural:

"Como sendo parte japonesa, sempre quis interpretar uma guerreira samurai como a minha personagem em Esquadrão Suicida, a Katana. Samurais são quase sempre homens, então crescendo na América eu tive dificuldade de encontrar inspirações. Katana e eu podemos não ter a mesma personalidade, mas vindo da mesma origem cultural, nós compartilhamos os menos valores."

E a representação é um assunto sério, do qual Fukuhara tem consciência:

"Na cultura japonesa existe essa ideia de colocar os outros acima de você, mas eu também nunca quis me deixar para baixo. Alguém me disse do quão revigorante é ver uma asiática como uma super heroína. Isso ficou guardado comigo. Fique de pé por você e pelo que você gosta."

Nos quadrinhos a Katana é uma verdadeira samurai badass cuja espada tem o poder de roubar e guardar almas, inclusive dizem que a alma do marido dela é uma dessas. Então melhor não mexer com a moça.

Karen Fukuhara é relativamente desconhecida do público, mas ainda assim a sua escolha é um acerto muito bem-vindo nesse mundo no qual Hollywood insiste no whitewashing, uma das maiores formas de desrespeito que circulam por aí. "Ah, mas assim não se pode nem mais ser criativo!", certas pessoas vão dizer.

E eu respondo.

Liberdade criativa é uma coisa deliciosa, mas o limite é muito importante. Respeitar certas regras é necessário. Bom senso então.. Nem se fala. Quando você usa a liberdade criativa de qualquer jeito o resultado é uma bagunça porca.

E outra: já tivemos um samurai caucasiano (eu lembro desse filme, ouviu, Tom Cruise?), então ter uma asiática como samurai é tranquilo e favorável.

Esquadrão Suicida estreia no Brasil no dia 4 de agosto.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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