Foi um final de semana glorioso e histórico para o fã dos esportes eletrônicos: tivemos dois giros de campeonatos importantes, o que não é nenhuma novidade no mundo virtual, mas a pequena diferença em tamanho mamute foi... Ambos terem sido exibidos ao vivo num dos canais de esportes mais tradicionais da TV a cabo.

Os e-sports na televisão não são novidade lá fora. StarCraft faz sucesso na Coréia desde 2000, depois vieram Dota 2 e League of Legends. Semana passada a ESPN gringa anunciou que vai transmitir o torneio de Street Fighter V no EVO, o que é incrível, só ainda não sabemos se essa sorte vai bater na porta do Brasil.

(Transmissão via ESPNWatch não vale)

Do outro lado vem correndo o SporTV, que já exibiu e-sports outras vezes em 2016, mas ontem (10) foi especificamente a primeira vez que a pessoa que vos fala conseguiu ver. E vou te dizer que foi incrível, viu?

No sábado veio a final do CBLOL, o brasileirão de League of Legends que viu a vitória por 3x1 da INTZ em cima da CNB, mas eu não vi porque tive que sair, life happens. Mas, curtir por uns 40 minutos no conforto do sofá, quedas de torres, dragões, a ação frenética de LoL que sempre me deixa perdida, com a causalidade de quem senta todo final de semana para assistir corridas, foi uma experiência muito boa. E diferente.


Para o domingo a surpresa continou: o SporTV iria exibir Counter Strike! Mais exatamente a final de Counter Strike: Global Offensive (aka CS:GO) do ESL One Colônia, um campeonato deveras conceituado que seria decidido entre os brasileiros da SK Gaming e os 99% americanos, mas 1% ucranianos da Team Liquid.

E com CS eu já estou mais acostumada, então desfrutar foi mais tranquilo. Ainda assim, é fantástico e ainda me surpreende a proporção da coisa: cenários, tecnologia, uma produção que vira e mexe me faz lembrar das transmissões americanas da NASCAR.


Como eu adoro os painéis com as fotos dos jogadores, nome e barra de HP do personagem que ficam atrás deles! Pequenas coisas que me encantam. E ouvir falarem de "rushar" sem ser numa live? Foi bem estranho. (De forma positiva)

A final foi bem jogada. A SK Gaming fez um jogo sólido e consciente, com momentos de brilho individual que nem sempre garantiam a vitória do round, mas a alegria do Twitter, que colocou a tag #CSGOnoSporTV nos trends brasileiros, ficou no alto sempre. O Team Liquid tentou, teve bons momentos, mas não evitou a derrota por 2x0, o bicampeonato e o prêmio de 500 mil dólares para os brasileiros. 


Parabéns também para a equipe que tornou a transmissão possível. Com a chegada dos e-sports na TV vai haver uma onda de hate, mas de fãs em potencial, então compensa o esforço.

Narração, comentários, foi muito legal. Tivemos até mulher comentando! A Gabriela Freindorfer, jogadora profissional de CS:GO pela Brave E-Sports numa equipe 100% feminina, provando que mulher dirige, cozinha, vira massa de obra e mira com uma AWP sem perder a graça.



Pode-se dizer sem medo que foi o final de semana mais legal de sempre para o fã de e-sports, que normalmente fica confinado ao mundo da internet. Quero viver para ver mais disso. E não que esse meio seja livre de polêmicas, mas aos que pediram ao SporTV um "esporte de verdade," fica a pergunta:

E taça da Copa América Centenário, quedê?

Pois é.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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