#HMBRSeisAnos: Conheça seis mini histórias sobre a "pessoa que vos fala"


O dia de ontem foi falado até mundialmente, acredito eu, mas sinceramente eu não tenho mais apego com essa coisa de Dia do Rock. Claro, amo a história da Sister Rosetta Tharpe, criadora do estilo, mas ainda assim, sabe? Uns causos aqui e ali me fizeram desanimar.

Entretanto, buemba buemba: você sabia que 13 de julho é uma data super importante para o site? E digo de verdade.

Esse é o dia que eu adotei como o meu aniversário criativo, pois foi quando lá em 2010 a coisa toda começou. "Me, myself e o rock" foi o primeiro texto de tantos que me fez chegar aqui, seis anos depois fazendo tudo o que você ve hoje em dia. Seis anos é tempo demais, cara.

Tive umas ideias pra comemorar a data que acabaram não dando certo, planos B que furaram, então recorri ao plano S de Sou muito teimosa sim, que é mais viável para fazer no celular (ainda e$tou sem PC), mas ainda assim bacana: seis mini histórias sobre eu mesma, a pessoa que vos fala aqui quase todos os dias.

1. Eu tinha quase 21 anos quando entrei para o site

E ele nem era site, a gente ainda chamava de "blog." *momento calafrio* Recriar o Hardmetal Brasil e transformar ele num espaço criativo, um portal de notícias foi um desafio enorme e absurdo, pois desde 2010 só eu e o Waka ficamos nessa, sem ajuda de outra equipe porque muita gente não quer cavar buraco, mas quer tomar banho na piscina pronta.

Se eu disser que me orgulho desses seis anos inteiros é meio mentira. Teve muita coisa chata que aconteceu, planos mal feitos, erros bobos, expectativas erradas, detalhes que nos puxaram o tapete de alguma forma. Mas, por outro lado a experiência ainda é incrível, pois o HMBR é, até o momento, uma das coisas mais bem feitas e na qual eu mais me dediquei.

E sim, somos HMBR. Não é mais Hardmetal Brasil, menos ainda Hard Metal Brasil, grafia errada do nome antigo que me mata muito quando vejo usarem. Se nome não fosse importante, qualquer pão de forma podia ser Plus Vita que não tinha problema, né? 

Hoje? O estou nos quase 27 anos e formada, essa publicitária cabeça oca querendo viver a vida de forma criativa e ver o dinheiro que dá para tirar disso, o que a Kátia Sábia já avisava décadas atrás que não estava sendo fácil. Mas pergunta se eu consigo largar isso daqui?

2. Minha visão sobre a música é outra graças ao site

E não só no relativo ao heavy metal, mas foi num todo. Comecei como a fã cabeça dura de metal sinfônico e melódico, não era muito aberta a outras vertentes, tinha pavor de death melódico e passava longe de bandas feito In Flames. Mas a pesquisa, a convivência virtual com bandas e pessoas me libertou, descobri a riqueza do metal e hoje ouço djent ou visual kei com a mesma naturalidade que eu ouço Within Temptation.

E adoro In Flames. Inclusive é minha banda favorita junto do Trivium, que apareceu no meu TCC.

1 vida eternizada em 5 minutos de música
2 versos eternizados em 1 página de monografia
Parece até trailer de filme haeha <3
(pra quem não conhece https://www.youtube.com/watch?v=61pMEk6JDgA)
Publicado por Bruna Telles em Sábado, 21 de junho de 2014

Daí foi consequência: conhecer bandas menores de female fronted, japonesas, bandas pouco conhecidas em geral que tenham tanta qualidade quanto as famosas, porém menos espaço. É aí que entram meus merchans que por exemplo, me fazem sentir meio madrinha da Shadowside.

Também me tornei mais tolerante, flexível, aprendi a respeitar outros estilos feito pop americano ou o indie britânico. Aliás, adoro Florence + The Machine, de verdade. E consigo ouvir Children of Bodom, Black Sabbath, Disturbed, Tarja, sem abrir mão de Ana Carolina, Céline Dion, Laura Pausini, ou dessas trilhas de novela mexicana bem bregas. Tá aqui meu Last.fm X9 que não me deixa mentir.

3. A minha relação com a cultura pop

Até 2013 ela quase não existia. Eu era presa nos animes dos anos 90, alguns recentes, meio conhecimento de cultura pop japonesa, mas de Marvel e DC, por exemplo era vade retro satana, eu nem chegava perto. Isso mudou quando lançaram Agents of Shield, uma série incrível que infelizmente tropeçou em coisas bestas, mas que tem seu valor.

Por causa de AoS eu senti curiosidade de estudar a Marvel. Juro. Perdi a conta de quantas horas gastei lendo Wikis de personagens, descobrindo sites de cultura pop, conheci a Guerra Civil dos quadrinhos, mais contato com games, os e-sports, e todas as nerdices americanas.

E quem disse que não dá para gostar de Marvel e DC? Eu rio na cara do perigo:


Hoje mudou tudo. Abracei a missão de falar do feminismo usando a cultura pop, uma das maiores e melhores mudanças da minha vida. Gosto mais de games indie e mobile, mas não ignoro os AAA, e não assisto 50 séries ao mesmo tempo porque sou burra. E torço demais pelo retorno de Attack on Titan.

4. Amo a Viúva Negra e irei protegê-la

Não que ela precise, risos. Mas é por um motivo bem específico: se pré-2013 meu interesse na cultura pop era superficial, era graças à Natalia Alianovna Romanova, a única coisa realmente interessante de Os Vingadores. Hoje em dia gosto muito do Capitão América também, mas nada comparável à dona da chave de pernas mais famosa do MCU. Oxe.

A história da Viúva Negra é um mix de redenção, mistério, a decisão de tomar as rédeas da própria vida, cair, levantar, a superação que me diz o seguinte: se você consegue ser a única mulher sem poderes a fazer time com um Super Soldado, o cara verde, um playboy de armadura hi-tech e um deus nórdico, não tem nada na vida que você não consiga.

É o lembrete pra todas as vezes que alguém me diz que eu não posso alguma coisa X por motivo besta Y.

Essa é a versão resumida do porque eu gosto da Viúva, tanto que me tornei uma Semi Wikipedia de Viúva Negra Facts. Um dia eu prometo que consigo contar a versão completa e explicadinha nos seus mínimos detalhes, vai valer a bastante a pena. 

5. Meus planos para o site

Nunca são menos de cinquenta milhões. É tanta coisa que eu quero fazer que nem sempre eu penso na viabilidade, só quero fazer e pronto. Me orgulho do HMBR ser um site que procura trazer mais que a notícia, porque faz eu me sentir cumprindo uma missão de vida.

Não tiro o valor de quem trabalha só com as notícias, mas se fosse para eu ser mais uma nessa fila enorme eu deixava vocês com o Omelete, Legião dos Heróis, ou UOL Jogos. Só notícia qualquer um faz, ir um pouco além disso nem todo mundo quer, mas eu quero. Quero não ser uma jornalista apenas, na verdade nem jornalista eu sou, risos. Minha vontade é criar uma camaradagem com você, ser a pessoa que você pense ao descobrir um jogo legal, um pokémon novo ou uma polêmica feminista nos filmes. Aí a gente vai e troca umas ideias, faz o nosso barzinho e violão nerd.

6. Isso é tudo pe-pe-pessoal

São seis anos de loucura e talvez um ano ou pouco mais desses seis de loucura nerd também. Daqui pra frente como vai ser? Donde vamos estar? Prefiro responder a reposta do sagaz David Bowie: não sei onde vai ser, mas garanto que não vai ser chato.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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