É com aquela depressãozinha pós qualquer coisa legall que eu te conto: a pessoa que vos fala foi ao Anime Family 2016! Ou melhor, Anime Family Geek Fest 2016, nome oficial e eu falo sobre isso daqui a pouco. Eu estive no segundo dia do evento, e conto também como essa mortadela.

Em 2016 o evento mudou de local, e quem recebeu os nerds/otakus foi a universidade Veiga de Almeida do campus Barra-Marapendi, lugar perto, mais agradável do que eu achei que fosse.

Mas ao mesmo tempo, fazer um evento na Barra da Tijuca exige coragem, afinal o trânsito do bairro é infernal e as adjacências (Jacarepaguá, por exemplo) ficaram ilhadas com o corte de N linhas de ônibus.

Ainda assim gostei da experiência, de verdade. Por isso quero agradecer a assessoria da Yamato pelo convite.


A infraestrutura do local

Nada a reclamar. Universidade de bairro classe média-alta, né? A entrada foi sem stress, pulseira de imprensa, inspeção de bolsas. As atividades foram sinalizadas de forma ok, até, mas eu senti falta do mapa indicando onde cada uma estava na entrada, não só dentro do evento em si. 

Tá certo que o público sabe onde achar o que quer, mas aquele grilo cantou na minha cabeça: e se um fã casual ou vindo pela primeira vez estiver aqui, será que ele se acha?



Os stands com todo tipo de nerdice ficaram expostos na parte principal do pátio: camisas, bonés, katanas, shurikens, games, mangás, bonecos, chaveiros e cordões de todo tipo que não deu para resistir:


Teve até um stand Wicca! E como eu queria esse cordão não é de hoje.

Ao lado direito de quem entrasse, ficou o Palco Web. Nada gigantesco no tamanho, mas ali passaram os youtubers Cellbit e Kauê Moura, exceto eu que passei longe daí por algo simples: não sou contra youtubers em eventos, ao contrário. Mas é certo que teriam youtubers mais adequados ao rótulo otaku/geek. Bola pra frente.

Já ao lado esquerdo ficou o palco principal, e na ponta oposta a ele o ringue de luta livre. No principal tiveram dubladores, shows e concurso de cosplay.


As atrações do dia

- Fred Mascarenhas e Wirley Contaifer


Talvez os nomes sejam estranhos, mas se eu disser que eles são as vozes do Donatelo e Michelangelo (respectivamente), impossível não saber quem são, certo? O Wirley, aliás, também dubla o Batata do Incrível Mundo de Gumball, por isso não dava pra ficar sem esse momento:


Foi uma palestra bem legal onde os dois contaram um pouco das experiências com dublagens como Game of Thrones, Guerra Civil, mas nada que tenha retido 100% da atenção do público. Eu mesma tive meus momentos away de distração. Mas foi um bom esquenta para o restante da tarde.

- Eduardo Miranda, o "Pai dos Animes no Brasil"


Na hora de achar do auditório me custou uns instantes, de novo a questão da sinalização. Mas chegando, a palestra do Eduardo Miranda foi incrível. Muito. Mesmo. O Eduardo é o cara que tornou a sua infância, criança Geração Manchete, real, com todos os animes e tokusatsus clássicos como Ultraman, Jaspion, Kamen Rider Black RX, Sailor Moon, Samurai Warriors, e ele mesmo, Saint Seiya Mello.

A palestra foi um show de bom humor e muitas histórias sobre como era a TV dos anos 90, como isso mudou, e os causos:

- As eternas reprises e resumos dos resumos após chegar a casa de Leão, foram fruto da dublagem demorada. Receber VHS em japonês, juntar com inglês, espanhol, fazer regra de três e traduzir para português;

- As gírias da dublagem de Yu Yu Hakusho, foram uma ideia espontânea que tornou o anime único;

- Os nomes de Super Campeões tiveram origem simples: como os originais eram complicados demais, surgiram assim Carlos, Andrés & cia;

- Quase tivemos Ranma 1/2;

- E quase tivemos Pokémon. Mas daí veio o caso de epilepsia do episódio Porygon;

- Yu Yu Hakusho deu mais trabalho entre os conservadores que Cavaleiros. Afinal, o anime fala literalmente de demônios.

- Eduardo foi o cara que desligou a luz da Manchete no triste último dia da emissora.

Deu pra se divertir muito e aprender bastante. Adoro história. Me senti orgulhosa de poder conhecer o real herói da minha infância.


A palestra estava tão legal que ninguém se importou com o Eduardo passando da hora, já que a palestra seguinte -da editora New Pop- acabou não acontecendo, pulando logo para a palestra do Casa do Kame.

Isso me fez perder metade do concurso de cosplay, mas valeu a pena. Quem tiver a chance de ver essa palestra do Eduardo, veja.

Assim eu fecho a primeira parte do review. Na volta eu falo do concurso de cosplay, e o show especial dos 30 anos de Cavaleiros do Zodíaco.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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