Eu digo sem pensar duas vezes: não. Embora seja fantástica a revolução que o aplicativo da Niantic trouxe ao mercado de jogos mobile, e a tecnologia no geral, essa revolução não veio acompanhada de uma adaptação do nosso comportamento a algo tão especial.

O pior é que a situação poderia ser amenizada com simples cuidados que evitariam os absurdos sendo falados por aí: assaltos, batida de carro, confusões, invasões de lugares, tiroteios, vários casos onde o nosso fanatismo acabou superando o bom senso, criando um efeito dominó de consequências que você pode achar bizarras...

... Mas na real elas não são tão bizarras assim.

A mais recente diz que o Irã baniu o jogo por "preocupações com a segurança," e tá certo que o Irã sempre tem preocupação com a segurança de qualquer coisa.. Só que dessa vez não dá para tirar ou questionar a razão do país. E têm (mais) três motivos que reforçam isso:


1) Sábado o estudante universitário Calvin Riley foi baleado e morreu em San Francisco, Estados Unidos, enquanto jogava Pokémon Go às 22h próximo ao Aquatic Park.

Embora houvesse grande quantidade de pessoas no local, e não ter sido confirmado pela polícia que o game foi fator na morte do jovem de 20 anos, é um caso para deixar você pensando. Ainda mais no Brasil da violência que acontece na hora do almoço, quiçá à noite.

A família do jovem criou um site para arrecadar fundos para o funeral de Riley.


2) Na Pensilvânia, daquelas coisas pra te fazer questionar o sentido da vida: em 12 de julho a estudante de 15 anos Autumn Diesroth pegou o carro da mãe emprestado para jogar Pokémon Go. Resultado? Meia hora depois a jovem bateu com o carro.

Diesroth teve vários cortes e ferimentos, em especial no pé e pescoço. Mas é outro alerta importante: tudo tem hora e lugar, né gente?


3) Saindo da terra do Tio San, nas Filipinas um jogador socorreu um homem que estava tendo um infarto (!) Bon Vallite andava pela Cidade de Davao quando encontrou o homem fraco, e vomitando sangue. Vallite administrou os primeiros socorros e chamou o 911. Woah.

Esse é um sobrevoo ligeiro nos causos de Pokémon Go, porque a lista é grande e imagine você, no momento o game foi lançado só em mais de 50 países, mas o interesse da Niantic é expandir para 200. Vamos ver.

O game é ambicioso e isso eu respeito, mas a desenvolvedora vem prometendo muito, e não está conseguindo entregar tanto assim. Há muitos problemas: servidores, hackers, bugs.

Da nossa parte, como público, eu repito: bom senso. É bem simples e não tira pedaço. Você que adora Pokémon é bem capaz de fazer uns absurdos que eu sei, mas por favor: não faça. Nada disso vale o seu celular ou a segurança dos outros, ou a sua.

Aos que não se animaram em jogar tal como eu não me animei.. Estamos aí.

E a galera que recomeçou a cruzada contra Pokémon em pleno 2016: vão tomar um suco, relaxar, deixar de ser um bando de chatos. Sério. Não gostar, ok. O mundo é livre. Mas em plena era da informação fácil de conseguir, você repetir feito papagaio aquelas coisas lá de 1990 como se fossem verdades absolutas.. Cansa.

Faz tempo que as crianças deixaram de ser mesmo mesmo o público alvo de Pokémon. O Ben 10 que vira alien ninguém fala nada.

No mais, vejam nosso guia de como ser o melhor de todos o lendário sonhador.

Sobre Bruna

Nerd preguiçosa, pseudo metalhead, cristã, metida a jornalista, mas formada em publicidade. Faz-tudo, sofre-com-tudo, nunca-dorme-direito. Expert em virar criança com Pokémon e Saint Seiya.

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